O Prédio ainda é discussão, com muitos apelidos, mas quem fará funcionar o UPA

A Câmara municipal de São José do Rio Pardo solicita que o Poder Executivo informe sobre a UPA, Unidade de Pronto Atendimento. O famoso UPA 24 horas, embora o rio-pardense não tenha conseguido usar uma.

Em observação, Mococa possui um UPA, com serviços prestados, pelo papo com alguns munícipes da cidade da vaquinha, de qualidade e com poucas falhas. Sim, com poucas, pois sempre há – agradar a todos é difícil!

Não determino que seja bom ou ruim o UPA quando cito os Mocoquenses, aliás, em 2016, estava em andamento a construção do prédio, isto em São José do Rio Pardo, da tal unidade. Talvez, não fosse o desejo de todos os rio-pardenses, mas trouxeram pra cá, muito dinheiro público envolvido, demora na entrega etc. Hoje, só um prédio vazio.

Recentemente, a circulação de notícias com meias-verdades que colocavam em discussão UPA x Pronto Socorro, ou seja, abre-se o UPA, fecha-se o Pronto Socorro. Então, não abriram UPA, não fecharam o Pronto Socorro, elas por elas, e ninguém toma partido sobre o que resolver. Eu, particularmente, prefiro os dois.

Lembrar que a página Orgulho Rio-Pardense, em um de seus textos, atribuía, meses atrás, a Ernani a meta de implantar o UPA antes das eleições de outubro – semana que vem, é o segundo turno e, em menção ao episódio 71 de Pica-Pau – A Vassoura da Bruxa: “E lá vamos nós”; de novo.

A secretaria de Saúde, Márcia Biegas, já descrevia ao Jornal Democrata, em dezembro de 2017, “que o local não poderia se adequar ao serviço, que haveria uma parede de Blindex na sala vermelha que daria para a rua. Na sala amarela e na vermelha, sem saída para oxigênio e ar comprimido”. Mal feito, concluindo as palavras de Márcia! Márcia prossegue pela indicação do espaço a um prédio de especialidades, à época, e que necessitaria de 800 mil reais para pôr em prática o UPA.

Nem isso e nem aquilo, caro leitor, o fato é que, na boca de todos, o prédio situado nas imediações do bairro Santa Teresa foi um monte de coisas, com muitas denominações e apelidos, mas nunca utilizado!

Este é seu Jornalista de sempre, Gabriel Fécchio!

O UPA depois das 24 horas – São José do Rio Pardo

As 24 horas são o tempo que uma Unidade de Pronto Atendimento deve manter seus serviços em funcionamento.

Atribuídas aos casos prioritários de urgência e emergência, as UPA existem para complementar as solicitações de pacientes advindas de diversos setores da saúde, sejam eles direcionados à atenção básica, à atenção domiciliar ou à atenção hospitalar. Na prática, o paciente procura este tipo de atendimento se possuir doenças crônicas, a exemplo da hipertensão, ou em ocorrência de infarto, derrame, febre alta, fraturas, convulsão, etc, igual ao PS.

Os famigerados prédios inacabados de São José do Rio Pardo têm características próximas: o prédio da UPA, ou melhor, o prédio que seria sede de uma possível unidade de atendimento, no município, não foi concluído há mais de 5 anos. Conforme o site oficial do Ministério da Saúde, 97% dos atendimentos são solucionados pela UPA. Se for considerado que 400 pessoas são socorridas por mês e que 388 pessoas têm seu estado de saúde solucionado pelo serviço, isto pensando nos dados expostos pelo MS, teríamos, em 5 anos, 24 mil atendidos e 23.280 mil solucionados. Lembrar também que as unidades oferecem Raio X, eletrocardiografia, pediatria, laboratório de exames de urgência e leitos de observação, dentro do ambiente de 24 horas. Infelizmente, é uma hipótese, além de uma dedução, uma vez que a UPA rio-pardense, até hoje, constitui uma falácia.  Falácia, leitor, também sugere aquilo que tem sido publicado em redes sociais.

Ano eleitoral começa com insinuações, propostas infundadas e o trabalho árduo de políticos, estes da oposição ou da posição. A página Verdade São José expôs os fatos recentes sobre a Unidade de Pronto Atendimento. Verdade São José comenta, em 18 de junho de 2018: “o prédio está pronto”, com a contrapartida de que, para funcionar o UPA, fecha-se o pronto socorro da cidade. Porém, a fala de fechar o pronto socorro partiu dos vereadores, os 13 representantes legislativos, que, sem sombra de dúvida, se embasaram em conhecimentos legais para o pronunciamento. Interessante, a portaria nº 10, de 3 de janeiro de 2017, confere que o UPA resulte em menores filas nos prontos socorros. Ainda discorrendo sobre a citação de páginas da cidade no Facebook, já que não há necessidade de se pôr em prática o UPA, pois os vereadores usarão a justificativa dele para retirar o pronto socorro, por que esta administração terminou de construir o prédio da UPA? Não seria mais essencial aplicar o dinheiro gasto em outro setor que esteja em atividade, como no transporte de pacientes médicos a outros municípios.

O UPA somado ao pronto socorro municipal seria a resolução e a reflexão de que a saúde rio-pardense transcorre dia e noite sendo a melhor da região. E, o crítico deste artigo de opinião não está na defesa de grupos políticos, quer lhes mostrar, que oposição e posição disputam pela ideia de inverdade ou verdade perante os novos serviços que almeja a cidade, porque, como o prédio da FEUC, os locais tornaram-se palanques políticos, ou seja, se o prédio estiver pronto ou não, todos ganham com isso. Todos, menos população. Basta pesquisar: que cidade da região, ou de outras regiões, trocou UPA por pronto socorro. Talvez, elas adaptaram o espaço. Em São José, como já criaram um espaço reservado para o UPA, tem-se os dois, ou quase os dois.

Para enfatizar os argumentos de UPA com PS, quando o rio-pardense reclama da demora nos atendimentos realizados pelo pronto-socorro, deve destacar que só aquele local se prontifica diante de casos de urgência e emergência, e, independente de um ou de outro, casos urgentes e emergentes de saúde são tratados com mais rigor e precisam ser acompanhados de perto. E quanto a fechar o PS, outra falácia – quantas mais, em?! Com certeza, nestas propostas e não propostas, o prédio continua no abandono e o rio-pardense, prejudicado, e as discussões políticas se configuram como generalizadas e estúpidas, sem sentido. A frase que fica é: quanto mais tempo teremos que esperar para sermos atendidos da forma que merecemos? As 24 horas já se foram.

Gabriel H. S. Fécchio – Jornalista
MTB: 0085536/SP
Graduado em Comunicação Social: Jornalismo pelo UNIFAE – Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino – FAE