Moradia: Rua

A rua como local de vida, de miséria, de incertezas e descaso

Esmeralda, personagem e escritora da narrativa Esmeralda, Por que Não Dancei, viveu em situação de rua dos 8 anos aos 21 anos de idade. A jovem paulistana, enquanto menina de rua, sofreu e teve que aprender a sobreviver para escapar de um mundo de indiferenças.

A realidade de Esmeralda se compara a de três rio-pardenses, o Lula, o Sete Copas e o Nando. Os três residem, se assim se pode considerar “residência”, na praça Juscelino Kubistchek, em São José do Rio Pardo. Luis Antônio Tavares (Sete Copas) e Lula, ambos de 54 anos, são os mais velhos, estão nas ruas da cidade há 30 anos – “Morávamos no espaço que agora é o Solar Supermercados.”, dizem.

Sete Copas se refere à rua como “inferno” e chegou ali por causa do vício em álcool.

“Não queria mais aborrecer minha família, sai de casa, perdi meu emprego. Minhas irmãs se casaram e meus cunhados se apropriaram do que minha família tinha, e eu fiquei abandonado!”, afirma.

A rua é o seguinte: dormir na calçada, pedir esmola, não ter dignidade, passar frio e fome, ser acometido por doenças como tuberculose, sofrer discriminações, ter seus pertencentes roubados e queimados.

Lula não pode deixar roupas, sapatos ou outras coisas separadas em uma sacola que os garis (Agentes de Limpeza de Rua) confundem com lixo e despacham – “Esqueceu, eles levam. É sempre assim!”, declara. Para ele, a questão parte de não quererem eles (moradores de rua) naquela praça.

“Não fazemos mal a qualquer um que vem até a praça. Quando as crianças brincam nos balanços, vamos a outra extremidade do local para que pais e mães se sintam à vontade. De vez em quando, os Policiais nos expulsam, batem na gente, por causa de denúncias anônimas. A gente não quer sair daqui dessa maneira”.

Lula, Nando e Sete Copas, para fugir do estilo de vida difícil e perturbador em que se encontram, se embriagam; dessa forma, falam ao repórter.

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O Secretário de Assistência e Inclusão Social, Daniel Tardelli, informa ao repórter que existem aproximadamente 38 pessoas em situação de rua em São José do Rio Pardo. Uns moram (Praça Juscelino Kubistchek); outros são andarilhos (Perimetral-Vila Maschietto), que saem de casa, caminham pelas ruas atrás de dinheiro ou alimentos e depois retornam ao lar no qual pertencem. A maioria são usuários de crack, e eles não se misturam, porque, segundo o Lula,

“Quem é alcoólatra, se relaciona com quem é alcoólatra; quem é usuário de drogas, se relaciona com quem usa drogas ilícitas”.

Os que moram na rua não são amparados pelos serviços sociais municipais.

Em dezembro de 2017, a Casa de Passagem, mantida pela prefeitura para atender os moradores de rua, foi fechada.

“Hoje, a Prefeitura não tem previsão de reabertura da Casa de Passagem. Seria interessante que a Casa fosse administrada por um seguimento de terceiro setor, como uma Ong, o que iria facilitar nosso trabalho.”, descreve Daniel Tardelli.

Ao Jornal Gazeta do Rio Pardo, em janeiro de 2018, a antiga Secretária municipal de Assistência Social afirmou que os cidadãos de rua seriam assistidos diretamente por um educador social do CREAS. Os entrevistados que vivem na praça Juscelino Kubistchek revelam que não recebem visitas e não são abordados por sequer a própria secretaria ao longo desse último ano de 2018 e em 2019.

“Eles (Prefeitura) não aparecem. Não vem ninguém aqui, ah não ser quem frequenta a praça, mas aí não é com a gente!”, detalha Sete Copas.

Só em 2018, a Câmara de vereadores da cidade encaminhou diversos ofícios à secretaria responsável, inclusive solicitações com nome de lugares onde poderiam ser localizadas pessoas em situação de rua, e pedidos para atendimento dessa população. Os pedidos foram baseados em reclamações de munícipes, principalmente por tentativas de furto ou agressão.

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“Só pedimos. Alguns dão, outros, não! É cômodo para alguns dizer que incomodamos, então somos ladrões, agressores, e não pedintes, para o mais rápido se livrarem de nossa presença. Esse é o inferno da rua, o preconceito no todo.”, garante Sete Copas.

Os três homens, reflexo de muitos que estão na condição de mendigos, sabem que a sociedade os ignora, mas, uma das formas que eles têm para não se corromperem, para se manterem em pé no dia a dia, é a amizade.
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“É a nossa amizade. Dividimos o que temos, porque não temos. Sempre nos apoiamos; concordamos e discordamos. Mais dias e menos dias, aparecem novos amigos, que vão estar na rua, e estaremos aqui. Se ninguém nos quer, nós nos queremos.”, expressa Luis Tavares, vulgo Sete Copas.

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Obscura miséria – O abandono e descaso social e familiar

O retrato escuro e profundo registrado por uma cicatriz econômica e social de uma sociedade qualquer: é a miséria. Não somente a miséria econômica, mas a solidão, o abandono, o descaso social. Neste retrato somos convidados a conhecer a realidade existente em comunidades, zonas quase inabitadas, favelas, locais distantes da confusão urbana e cotidiana. 

Rosaria, de 62 anos, vive no Paula Lima, zona rural de São José do Rio Pardo. Mora sozinha, “Eu e Deus!”, afirma, em uma casa com dois cômodos compactos e em uma comunidade de casas de aluguel, e sobrevive apenas com a aposentadoria do marido falecido. Pela idade avançada, não tem o apoio dos filhos, que residem em municípios não próximos. Ela é uma pessoa que se enquadra em um perfil de pobreza, solidão e abandono. 

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O estado de saúde de Rosaria é sério, com um tumor grande na tireoide, o que lhe impossibilita de se expressar corretamente ao falar, além de fazer uso de diversos medicamentos. E esses só são um dos problemas: “Já tive parada cardíaca e fui levada ao hospital. É tão difícil, houve um dia que eu sai pela manhã e fui ao Vila Formosa (7 Km) a pé para renovar minha carteirinha do SUS. Minhas pernas incharam, não consegui nem me mover.”, detalha a senhora.

Na última reportagem, “Famílias em Extrema Pobreza”, o repórter Gabriel Fécchio entrevistou Eliana e Manoel, vizinhos de Rosaria. Reescrevendo trechos: “[…] O caminho é todo de terra. Todos os moradores do Paula Lima, não só os dois citados, estão longe do pronto socorro ou do sistema de saúde mais próximo e o transporte público não circula – o que não facilita a ida e vinda de pessoas, ainda quando precisam recorrer ao Poder Público”. 

“Nem posso deixar de ir ao médico, são tantos exames. É sair de minha casa, ir, com calma, até a cidade e retornar ao entardecer. Tenho sempre que dar uma parada, porque meu corpo não aguenta.”, explica Rosaria.

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Rosaria apresenta o espaço no qual mora ao repórter. “Entra aí, é simples, não tem nada de bom,  alguns moveis estão em pedaços”. O caso de Rosaria se parece com o de Marinalva, do Jardim São Bento, e com o dos vizinhos de Rosaria, inclusive Eliana. Reescrevendo trechos: “Os telhados das casas de Marinalva e Eliana não são forrados, quando chove muito forte, a água escorre pelas paredes e inunda o chão cimentado”. Para Rosaria, “São dias que eu não consigo dormir em paz por causa da chuva.”, declara

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A senhora de 62 anos não se conforma pela falta de amparo tanto familiar quanto do poder público. “Vejo isso com as pessoas que estão aqui. Estamos no fim do mundo”.

Eu sou seu jornalista de sempre, Gabriel Fécchio!

 

 

Sacrifício: literatura de um cavalo abandonado

Antigo e passado, os conteúdos literários são assim, é o texto sobre “Os Brasileiros de o Pica-Pau”, o qual eu havia escrito. Por mensagem, agradeci Bruno Paulino, o vídeo dele e dos amigos tem mais de 8 milhões de vistos!

Os rituais Ashvamedha são primitivos como os séculos que antecedem a era cristã. Asvamedha sacrificava cavalos. No século XXI, só se sacrifica um cavalo se sua pata estiver quebrada ou se o animal possuir uma doença terminal. 

Inicia-se, 24 de novembro:

Cavalo

Foi, neste sábado, sacrificado. No Conjunto Habitacional II, em Mococa. A publicação de sua morte foi divulgada com tristeza. Informações em redes sociais nem sempre são verídicas, talvez verossímeis, mas é bom verificar. Com o espírito da raposa – astuto, sagaz, possuído pela curiosidade, encontrei André Santos, o protetor de animais, autor da publicação.

André: –  Recebemos um pedido de ajuda na Cohab II. Havia um cavalo com a pata quebrada, e há dois dias estava agonizando.

Os moradores contaram a André – fizeram uma função dita de “Mapa do Maroto”: mostre o caminho; o equino viera de outro bairro. Ao túmulo temporário de um cavalo composto pelo estado de desidratação e debilitado, debaixo de um céu nublado, chegava o ativista, e não só. A médica veterinária, Natália Fávero, acompanhava André. “A única solução era deixar com que o animal descansasse, acabando assim com seu sofrimento”. Não suportasse outra alternativa adequada. 

André: – Todas as pessoas presentes observaram o meu esforço, e desespero. Não tinha nada a se fazer para salvar ele (cavalo). Ficamos arrasados!

André explicava a mim, este jornalista, tal qual Gabriel Fécchio, que animais de grande porte surgem perambulando, e, suspeitei que houvesse mais, porque já se falavam pelos espaços da cidade de Mococa que até porcos andavam pelas ruas. De fato, o fato se aplica a realidade! André se surpreendeu pelo abandono e mau-trato do, hoje, defunto. Confessa nunca ter atendido uma ocorrência como essa. Junto com a Associação Francisco de Assis, o protetor de animais ajuda cães e gatos.

Gabriel: – André, você fala que os animais de grande porte aparecem, têm sido natural ou  eles fugiram?

André: – Alguns casos, fugiram, o que nos preocupa é a frequência, não sabemos se estes animais foram descartados, nunca conseguimos localizar o dono para notificar.

Afinal, a prefeitura deveras “agir, procurar pelos donos e notificar”. Órgãos públicos são dotados de poder equivalente de efeito. O cavalo morreu. O caso será apresentado à polícia ambiental. Foi, neste sábado, sacrificado.

Eu sou seu Jornalista de sempre, Gabriel Fécchio!

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Os Brasileiros de o Pica-Pau: “Vamos às Cataratas de Nova Rezende”

Cenário chuvoso em Petúnia, distrito de Nova Rezende, em 19 de novembro. Nunca foi tão real a afirmação: “Dia gostoso para se estar deitado”. Entretanto, a labuta é um martírio de todos, pelo menos, em uma ocasião de monotonia até em horas de trabalho, emerge, assim, o lado criativo pessoal. Pensar que minha avó já dizia que mente vazia, condomínio do diabo, embora os personagens desta história literária jornalística acabaram por reverter a significação desta frase que inclui o pai da mentira.

Bruno Paulino, frentista em um posto de combustível em Petúnia, transformou um momento de simples excitação temporal e climática em uma cena, com traços individuais e realísticos, igual àquela do episódio do Pica-Pau: Vamos às Cataratas. Aqueles que tivessem participado da produção audiovisual nem sequer compareceriam às cataratas do Niágara, apenas apresentaram um simulacro do acontecido, de 1956, de o Pica-Pau.  

Eu, o jornalista Gabriel Fécchio, haveria de receber o vídeo em meu celular através de uma amiga.

Inicia-se, 20 de novembro:

Gabriel: – Ana Paula, este pessoal que está no vídeo é de Mococa?

Ana Paula: – Não!

Então, vamos até a fonte. Era fácil, nasceu no Facebook. Um compartilhamento, logo, os responsáveis pela criação estariam em um perfil longínquo de mim. Entre os cinco participantes, escolhi o perfil de Bruno. Não demorou para que me respondesse; um homem bastante educado e carismático.

Gabriel: – Bruno, de onde surgiu a criatividade para se fazer o vídeo?

Bruno: – Foi algo instantâneo. Estávamos no serviço, todos de capa amarela – eu, o Regis Alves, Renato Prass, Elaine Magalhães e o Benjamin; com um Baril, mais a chuva e o movimento parado do bairro, e alguém mencionou os personagens de o Pica-Pau. 

Em “Vamos às Cataratas”, Pica-Pau tenta descer o Niágara em um barril, porém é impedido pelo guarda responsável pela área, que desliza as grandes cachoeiras enganado pelo pássaro. No episódio de Bruno, as cataratas eram as águas que escorriam em contato ao meio-fio, e o barril não carregava ninguém. Bruno diz que tinha um candidato.

Gabriel: – Em o Pica-Pau, tinha o guarda para se opor ao ato do pássaro, e no caso de vocês?

Bruno: – Tinha sim, o Alan Parrudo, mas a água não deu conta de tocar.

Ironicamente, tão irônico como a conversa entre mim e o Bruno, foi a reação de todos eles quando o vídeo se tornou sucesso. São milhões de visualizações em alguns dias. E eles acham engraçado e estão felizes. Para mim, já são mais de horas acordado para fazer este texto e pesquisar além do fato. De forma teórica, as Cataratas norte-americanas atraem muitos turistas, e a última vez que uma pessoa desceu em queda livre foi em 1990.  As leis proíbem; é ilegal. O brasileiro consegue mais. É legal, criativo, foi lá no município de Nova Rezende, Minas Gerais.

A fórmula é – criatividade, cinco brasileiros, capas amarelas, um barril e muita, mais muita chuva. Observe, São Pedro se enraiveceu pois a água transbordava a calçada. “Bruno descreve que os efeitos especiais foram cedidos por São Pedro“. Aliás, época do ano que chove demais em Petúnia. Em São José do Rio Pardo também tem chovido. Pouco, mas choveu. 

Pensamento: Fiquei preocupado. Minha mãe pediu para retirar os aparelhos da tomada.

Falava com Bruno pelo Facebook; se trovoava, não poderia desligar o computador nesse instante.  Tudo começou com a chuva, por que terminar agora?! Bruno, Elaine, Regis Alves, Renato Prass, Elaine Magalhães e o Benjamin confirmam a mesma ideia, um novo vídeo em breve. Talvez, faça jus estas palavras – precisaria iniciar este novo texto – Os brasileiros das cataratas de Pica-Pau, e isso tudo ocorre “Quando a pessoa assiste muito Pica-Pau”.

Eu sou seu jornalista de sempre, Gabriel Fécchio! 

“A pista está abandonada. Já pedimos ajuda e não fizeram nada.”, descreve Skatista rio-pardense

Marco Janciauskas é skatista, com boné revirado, a atitude underground, estudante e rio-pardense.

As características revolucionárias de Marco não são soberanas a sua habilidade com o skate. Foi no Skate que o adolescente, de 17 anos, se revoltou com o serviço público abandonado pela Prefeitura de São José do Rio Pardo – ainda que este jornalista não tenha chegado ao ponto-chave, a leitura se refere, além das queixas de Marco e também seus colegas, à Pista de Skate localizada atrás do Departamento de Esporte e Cultura.

Prometi ao garoto que dividiríamos esta reportagem em três partes – logo, a primeira conversa foi promissora!

Inicia-se, 6 de novembro:

Gabriel: – Marco, fale sobre a pista?

Resposta que perturba e revela um rosto mais sério:

Marco: – Bom, sempre está suja e cheia de buracos. Os skatistas já tentaram tampar, porém, para cada buraco tampado, dois aparecem no lugar.

Embora o rapaz estivesse mais agitado com a possibilidade de expor pensamentos daquilo que cerceava o lazer próprio, não poupou esforços para mencionar que os amigos fizeram de tudo para melhorar o ambiente nas imediações do centro esportivo. No passado, reclamava alguns munícipes, não havia iluminação adequada para circulação de skatistas no período noturno no espaço. Hoje, segundo Marco, o poste de luz colocado não é o suficiente; em um tom mais moderado:

– Gabriel, é uma luz bem fraca que fica apagando do nada. A gente (Marco e amigos) chega às 15 e consegue ficar até as 17:30, porque anoitece e não podemos andar  por não enxergar os obstáculos na pista.

A história que interessa a um repórter; prosseguimos e – neste momento, o diálogo passava da realidade para o virtual (Whatsapp); nenhum adolescente quer ser impedido de ser livre, os jovens, como de costume após o cair da noite, se dirigem à praça da Matriz – lá tem lâmpadas por todos os lados. Mas há um impasse, o padre os proibiu de utilizar a passarela de entrada da igreja para realizar manobras radicais.

Marco: – “O padre justifica que estamos quebrando o piso da matriz, mas não é isso, não somos nós.” 

Assim, quando eu e Marco Janciauskas ainda discutíamos – ora, já eram 4 da madrugada e, com mais uma pergunta, era notório que o sono se consolidava mais presente. Então, lembrei ao adolescente que iria continuar este assunto através de uma segunda reportagem – nossa, as informações são avassaladoras. Então,  desenvolvendo a questão pelos ínfimos barulhos dos botões do teclado, resolvi: – E aí, Marco, sabe datar quanto tempo a pista não é reformada? 

Marco: – Não. Já solicitamos, mas nunca vieram.

Em alguns minutos, acredito ter obtido a entrevista e o relatório possíveis, o Whatsapp decretou o personagem da tela oposta em modo offline. Marco dormiu. Eu, quase. Pensava no texto, e, agora, para pensar em comunicar e procurar o motivo e a resolução dada pelos órgãos públicos. Alguém terá que bater o martelo! 

Eu sou seu jornalista de sempre, Gabriel Fécchio! 

“Criaram este buraco e não arrumaram”, afirma moradora do bairro Jardim Margarida

As eleições terminavam, e aquela sensação estranha de ter esquecido de realizar alguma tarefa me perseguia. Então, a lembrança de que uma moradora do Jardim Margarida – bairro além da escola Dr. João Gabriel Ribeiro, havia compartilhado, de forma privada, imagens de uma cratera de barro, água e asfalto em frente à casa que, segundo a moradora, pertence à mãe dela.

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O jornalista Gabriel Fécchio conversa com Carmen Souza, no domingo, 28. Às 16:30, dirigia-se até o Jardim Margarida, rua Vitor Felice. Informa:

Encontrei Carmen, o marido, filho e a namorada do filho logo quando cheguei à entrada do bairro. Carmen explicou: “A Saerp decidiu mexer no encanamento há 3 meses, os funcionários fizeram o buraco e deixaram.”

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Carmen descreve que, após a vinda da Saerp ao local, ela e os moradores das imediações reclamaram de terem ficado sem água por uns dois meses. 

O discurso de Carmen tenha sido de preocupação no momento. Reluta em dizer que já procurou autoridades – vereadores, prefeitura, Saerp, porém não obteve respostas e soluções. Pelo Facebook, enviou mensagens a Marcelo Primini, responsável pela empresa de água e esgoto, em 24 de setembro. O homem nunca visualizou o conteúdo. 

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Ao finalizar o depoimento de Carmen, percebi outro morador que caminhava com um cão. Cumprimentei-o: – “Oi , também tem se aborrecido com o buraco?  O senhor retrucou: “Com todos eles. São muitos.” 

Além das escavações abandonadas pelo serviço público, o mato alto somado às sujeiras e restos de massa asfáltica. Mais acima pelo lado direito, entre as ruas José Fernando Lopes e Francisco Garcia, mais espaços abertos na linha de asfalto, e mais um que chama a atenção, ao mesmo tempo, chama atenção, com um cone dentro.  Apertei o interfone da residência de Dinorá – a mulher me atendeu educadamente. Apresentei-me como jornalista e a questionei: “Faz tempo que o buraco com o cone está ali?” 

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O sim foi imediato seguido de “aproximadamente 4 meses. Nós daqui solicitamos à Prefeitura que resolvessem e eles não retornaram.”

A história esta aí, rio-pardense; Este é seu jornalista de sempre, Gabriel Fécchio!

Prestes a sair da circular, então a queda. “Bati a cabeça, quebrei meu óculos e precisarei fazer exames”, afirma Ana Carolina

O Jornalista Gabriel Fécchio entrevistou Ana Carolina Miguel, que sofreu acidente após sair do ônibus circular em São José do Rio Pardo. O anúncio foi dado pela irmã, Ana Laura Miguel, através do Facebook, nessa quinta, 25, dia do acontecido.
 
A queda custou à Ana Carolina pontos próximos às sobrancelhas. Ela explica que, antes de desembarcar no bairro Vale do Redentor, esperava por uma senhora, que estava à frente.
 
“Assim que a senhora desceu, eu desci os degraus. Na hora que fui pisar na calçada, o motorista saiu andando.”
 
Ana Carolina destaca que foi socorrida por um homem e uma mulher no local e levada até em casa. A irmã, em seu perfil oficial, menciona que Ana Carolina foi atendida no Pronto Socorro municipal.
 
Quanto ao ocorrido, a moça declara ter procurado a empresa Tuga para esclarecimentos. “O motorista disse que não viu porque estava subindo gente. Sei que ele estava sozinho, sem o cobrador.”
 
“Meu óculos quebrou, bati minha cabeça, e vou precisar fazer exames. A empresa tem providenciado os suportes, remédios, curativos.”, afirma Ana Carolina Miguel.