O UPA depois das 24 horas – São José do Rio Pardo

As 24 horas são o tempo que uma Unidade de Pronto Atendimento deve manter seus serviços em funcionamento.

Atribuídas aos casos prioritários de urgência e emergência, as UPA existem para complementar as solicitações de pacientes advindas de diversos setores da saúde, sejam eles direcionados à atenção básica, à atenção domiciliar ou à atenção hospitalar. Na prática, o paciente procura este tipo de atendimento se possuir doenças crônicas, a exemplo da hipertensão, ou em ocorrência de infarto, derrame, febre alta, fraturas, convulsão, etc, igual ao PS.

Os famigerados prédios inacabados de São José do Rio Pardo têm características próximas: o prédio da UPA, ou melhor, o prédio que seria sede de uma possível unidade de atendimento, no município, não foi concluído há mais de 5 anos. Conforme o site oficial do Ministério da Saúde, 97% dos atendimentos são solucionados pela UPA. Se for considerado que 400 pessoas são socorridas por mês e que 388 pessoas têm seu estado de saúde solucionado pelo serviço, isto pensando nos dados expostos pelo MS, teríamos, em 5 anos, 24 mil atendidos e 23.280 mil solucionados. Lembrar também que as unidades oferecem Raio X, eletrocardiografia, pediatria, laboratório de exames de urgência e leitos de observação, dentro do ambiente de 24 horas. Infelizmente, é uma hipótese, além de uma dedução, uma vez que a UPA rio-pardense, até hoje, constitui uma falácia.  Falácia, leitor, também sugere aquilo que tem sido publicado em redes sociais.

Ano eleitoral começa com insinuações, propostas infundadas e o trabalho árduo de políticos, estes da oposição ou da posição. A página Verdade São José expôs os fatos recentes sobre a Unidade de Pronto Atendimento. Verdade São José comenta, em 18 de junho de 2018: “o prédio está pronto”, com a contrapartida de que, para funcionar o UPA, fecha-se o pronto socorro da cidade. Porém, a fala de fechar o pronto socorro partiu dos vereadores, os 13 representantes legislativos, que, sem sombra de dúvida, se embasaram em conhecimentos legais para o pronunciamento. Interessante, a portaria nº 10, de 3 de janeiro de 2017, confere que o UPA resulte em menores filas nos prontos socorros. Ainda discorrendo sobre a citação de páginas da cidade no Facebook, já que não há necessidade de se pôr em prática o UPA, pois os vereadores usarão a justificativa dele para retirar o pronto socorro, por que esta administração terminou de construir o prédio da UPA? Não seria mais essencial aplicar o dinheiro gasto em outro setor que esteja em atividade, como no transporte de pacientes médicos a outros municípios.

O UPA somado ao pronto socorro municipal seria a resolução e a reflexão de que a saúde rio-pardense transcorre dia e noite sendo a melhor da região. E, o crítico deste artigo de opinião não está na defesa de grupos políticos, quer lhes mostrar, que oposição e posição disputam pela ideia de inverdade ou verdade perante os novos serviços que almeja a cidade, porque, como o prédio da FEUC, os locais tornaram-se palanques políticos, ou seja, se o prédio estiver pronto ou não, todos ganham com isso. Todos, menos população. Basta pesquisar: que cidade da região, ou de outras regiões, trocou UPA por pronto socorro. Talvez, elas adaptaram o espaço. Em São José, como já criaram um espaço reservado para o UPA, tem-se os dois, ou quase os dois.

Para enfatizar os argumentos de UPA com PS, quando o rio-pardense reclama da demora nos atendimentos realizados pelo pronto-socorro, deve destacar que só aquele local se prontifica diante de casos de urgência e emergência, e, independente de um ou de outro, casos urgentes e emergentes de saúde são tratados com mais rigor e precisam ser acompanhados de perto. E quanto a fechar o PS, outra falácia – quantas mais, em?! Com certeza, nestas propostas e não propostas, o prédio continua no abandono e o rio-pardense, prejudicado, e as discussões políticas se configuram como generalizadas e estúpidas, sem sentido. A frase que fica é: quanto mais tempo teremos que esperar para sermos atendidos da forma que merecemos? As 24 horas já se foram.

Gabriel H. S. Fécchio – Jornalista
MTB: 0085536/SP
Graduado em Comunicação Social: Jornalismo pelo UNIFAE – Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino – FAE

Ministério da Saúde prorroga novamente Campanha de Vacinação. 11,8 mi do público-alvo não recebeu a vacina, segundo o órgão

O Ministério da Saúde informou sobre nova prorrogação da Campanha de Vacinação contra a gripe nessa quarta, dia 13.

Com a necessidade de vacinação de grupos prioritários da doença, o órgão prorrogou a data de término da campanha para 22 de junho. A previsão de término era para esta sexta-feira, dia 15.  A justificativa para a mudança são as baixas coberturas vacinais e a relação de Estados e Municípios no combate da disseminação da Influenza. 

“A preocupação da Pasta é com a proximidade do inverno, período de maior circulação dos vírus da gripe. Também é preocupante o número de casos e mortes registrados no Brasil, que já dobraram na comparação com o mesmo período do ano passado.”, descreve Camila Bogaz, responsável pela área de Comunicação do Ministério.

A estimativa é vacinar 54,4 milhões de brasileiros. Segundo o site oficial do Ministério da Saúde, 77,6% da população prioritária já recebeu a vacina, o que corresponde a aproximadamente 42 milhões de pessoas. Só este ano, morreram 446 indivíduos pelo vírus da Influenza, com 2.715 casos registrados. Em junho de 2017, 1.227 casos e 204 óbitos foram registrados no país, estes são os dados apresentados pelo Boletim de Influenza do Ministério da Saúde.

Conforme a Agência de Saúde, o grupo prioritário de cobertura inclui idosos a partir de 60 anos, trabalhadores da área da saúde, professores das redes pública e privada, índios, gestantes, puérperas até 45 dias após o parto, crianças de seis meses a cinco anos e pessoas privadas de liberdade – adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas.

Crianças de seis meses a cinco anos de idade e gestantes estão mais vulneráveis a contrair a gripe, além de serem os grupos que registram os menores índices de vacinação, com 61,5%, crianças, e 66%, gestantes. “O público com maior cobertura da vacina contra a gripe é de puérperas, com 91%, seguido pelos professores (90,9%), idosos (85,8%) e indígenas (86,1%). Entre os trabalhadores de saúde, a cobertura de vacinação está em 83,4%.”

Gabriel H. S. Fécchio – Jornalista
MTB: 0085536/SP
Graduado em Comunicação Social: Jornalismo pelo UNIFAE – Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino – FAE