Obscura miséria – O abandono e descaso social e familiar

O retrato escuro e profundo registrado por uma cicatriz econômica e social de uma sociedade qualquer: é a miséria. Não somente a miséria econômica, mas a solidão, o abandono, o descaso social. Neste retrato somos convidados a conhecer a realidade existente em comunidades, zonas quase inabitadas, favelas, locais distantes da confusão urbana e cotidiana. 

Rosaria, de 62 anos, vive no Paula Lima, zona rural de São José do Rio Pardo. Mora sozinha, “Eu e Deus!”, afirma, em uma casa com dois cômodos compactos e em uma comunidade de casas de aluguel, e sobrevive apenas com a aposentadoria do marido falecido. Pela idade avançada, não tem o apoio dos filhos, que residem em municípios não próximos. Ela é uma pessoa que se enquadra em um perfil de pobreza, solidão e abandono. 

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O estado de saúde de Rosaria é sério, com um tumor grande na tireoide, o que lhe impossibilita de se expressar corretamente ao falar, além de fazer uso de diversos medicamentos. E esses só são um dos problemas: “Já tive parada cardíaca e fui levada ao hospital. É tão difícil, houve um dia que eu sai pela manhã e fui ao Vila Formosa (7 Km) a pé para renovar minha carteirinha do SUS. Minhas pernas incharam, não consegui nem me mover.”, detalha a senhora.

Na última reportagem, “Famílias em Extrema Pobreza”, o repórter Gabriel Fécchio entrevistou Eliana e Manoel, vizinhos de Rosaria. Reescrevendo trechos: “[…] O caminho é todo de terra. Todos os moradores do Paula Lima, não só os dois citados, estão longe do pronto socorro ou do sistema de saúde mais próximo e o transporte público não circula – o que não facilita a ida e vinda de pessoas, ainda quando precisam recorrer ao Poder Público”. 

“Nem posso deixar de ir ao médico, são tantos exames. É sair de minha casa, ir, com calma, até a cidade e retornar ao entardecer. Tenho sempre que dar uma parada, porque meu corpo não aguenta.”, explica Rosaria.

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Rosaria apresenta o espaço no qual mora ao repórter. “Entra aí, é simples, não tem nada de bom,  alguns moveis estão em pedaços”. O caso de Rosaria se parece com o de Marinalva, do Jardim São Bento, e com o dos vizinhos de Rosaria, inclusive Eliana. Reescrevendo trechos: “Os telhados das casas de Marinalva e Eliana não são forrados, quando chove muito forte, a água escorre pelas paredes e inunda o chão cimentado”. Para Rosaria, “São dias que eu não consigo dormir em paz por causa da chuva.”, declara

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A senhora de 62 anos não se conforma pela falta de amparo tanto familiar quanto do poder público. “Vejo isso com as pessoas que estão aqui. Estamos no fim do mundo”.

Eu sou seu jornalista de sempre, Gabriel Fécchio!

 

 

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A invenção de Darlineudo – adeus carregadores de celulares de cabo

Esperei. A bateria do celular estaria totalmente carregada em apenas minutos. Já eram 8 da noite.  Ainda com resquícios de luz solar sobre céu, em São José do Rio Pardo, interior de São Paulo, graças ao horário de Verão: “Todos adiantem seu ponteiro em uma hora!” Com o celular pronto, começaria a escrever: este mês foi incessantemente cansativo, embora, de forma amistosa e divertida, teria produzido um trabalho jornalístico relacionado à fome e à pobreza de minha cidade. Assim como este jornalista, quiça um inventor; eu, o primeiro, o Darlineudo, o segundo. 

Inicia-se, 10 de Fevereiro de 2019:

Darlineudo Sousa, cearense, apresentou, através de um vídeo, um novo conceito prático de carregar um celular. Desta forma, os carregadores tradicionais seriam abolidos. Darlineudo explica: “A minha ideia é que você carregue na tomada, sem nada para auxiliar”. Com a proposta, a garantia de menor quantidade de objetos utilizados por um smartphone se tornaria viável. 

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Darlineudo: Minha ideia surgiu da dificuldade em carregar o celular em locais que não fossem o ambiente residencial, tais como: locais públicos, locais de trabalho, áreas de lazer e centros comerciais.

O suporte criado já é popular. No perfil pessoal de Darlineudo, mensagens de pessoas que se interessaram pelo produto.  Nada de absoluto fechado. Entre Darlineudo, quando conversamos, havia desconfiança, isso nas primeiras semanas que o contatei, porque, de repente, aparecer alguém que se autodeclara ter uma profissão que conta histórias, prazer, jornalista. O cearense preferiu o e-mail ao messenger. No sábado, enviei o e-mail, no domingo, fui respondido.

Gabriel: – Como foi o processo de criação da peça?

Darlineudo: – O processo de criação não foi tão complexo porque já tenho afinidade com essa área de inovação por ser Técnico em Eletrônica e trabalhar como Analista de Automação. 

O vídeo do carregador-tomada alcançou 4 milhões de vistos e mais 293 mil compartilhamentos. Número expressivo, repercussão inimaginável. A expressividade que chamou atenção daqueles que queriam sociedade, financiamento, representação, defender judicialmente, de todo o Brasil, de outros países, além de mensagens de apoio e incentivo. 

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O moço, de 32 anos, pediu que seu invento, aliás, ainda sem um nome definido, fosse patenteado pelo Inpi. Está a caminho. Ele somente depende da negociação com uma empresa para produção de exemplares e vendas. 

Darlineudo: – Tenho certeza que esse produto, quando estiver disponível no mercado, será sucesso,tal qual já está sendo muito procurado.

Eu sou Jornalista de sempre, Gabriel Fécchio!

Carência em Família – A história de famílias rio-pardenses em extrema pobreza

Vidas Secas, de Graciliano Ramos, retrata minuciosamente a miséria enraizada nas áreas mais castigadas do Sertão. Na obra, a família sertaneja – um homem, sua esposa, dois filhos e o cachorro – se vê obrigada a buscar uma perspectiva mais acessível e adequada de vida em relação àquela na qual se encontra para se distanciar dos percalços vividos por inúmeras famílias de forma deplorável, sem acesso ao alimento, à moradia digna, frutos do descaso social e do Poder Público.

Este aspecto e esta identidade mencionados são sinônimos para milhares de rio-pardenses. Nem sempre um pai presente, às vezes laços familiares em que a mãe é a única representante e organizadora das necessidades básicas de dentro do lar, ou uma avó, assim como Dona Marinalva, de 54 anos, que convive e abriga seis netos. Dona Marinalva permitiu que sua história fosse veiculada.

Moradora do Jardim São Bento, bairro aos fundos do Vale do Redentor, Marinalva não consegue mais emprego desde 2016 devido aos problemas que possui na coluna cervical, como bico-de-papagaio, o que a impede de se movimentar por muito tempo ou de se estabelecer em posições fixas, como por exemplo, sentar-se em uma cadeira.

“A partir de 2016, eu não arrumo mais um serviço para ajudar a sustentar meus netos e minhas filhas, que ainda estão comigo e enfrentam a mesma situação de carência. Por esses três anos, recebemos e nos mantemos com cestas básicas doadas por pessoas anônimas e que vêm até nós. Caso não fosse assim, estaria passando fome”.

O marido de Marinalva é aposentado por invalidez por possuir limitações nas duas pernas, desta forma, ele também não pode exercer nenhuma profissão que o remunere financeiramente.

“Meu marido mexia com madeira. Em uma ocasião, uma tora despencou do barranco e esmagou as pernas dele. O médico havia dito que ele não voltaria a andar. Porém, pedi a Deus que fizesse um milagre, e aconteceu. Ele voltou a pôr os pés no chão, e eu agradeço a Deus, mas o ocorrido aposentou meu marido por invalidez.”, detalha.

A casa na qual Marinalva e seus familiares residem é muito pequena, com três cômodos e sem forro no teto. Os netos dormem em colchões velhos que mais parecem panos sobre o chão. Ao lado de fora, áreas em construção, paredes erguidas, terra e poeira. Marinalva afirma que o marido realizou um empréstimo para criar mais um espaço que acomodasse os netos, mas infelizmente o dinheiro não foi o suficiente. “Se tivéssemos condições, talvez, se houvesse quem nos ajudasse com o término do cômodo.”, de uma forma triste, explica.

As crianças não reclamam das dificuldades do dia-a-dia, principalmente pelo amor à Marinalva, apesar de desejarem que a avó reforme o lugar o quanto antes.

A aproximadamente 9 km de Marinalva, no Bairro Paula Lima, o repórter conversou com Eliana, de 34 anos, e Manoel, de 73 anos. Eliana é mãe de 5 filhos, duas meninas e três meninos. Tem a assistência da mãe, está em processo de divórcio e desempregada. O pai não paga pensão aos filhos. A moradia também é simples. Para se chegar até Eliana, inclusive se chegar ao senhor Manoel, o caminho todo é de terra, a estrada não foi asfaltada. Todos os moradores do Paula Lima, não só os dois citados, estão longe do pronto socorro ou do sistema de saúde mais próximo e o transporte público não circula – o que dificulta a ida e vinda de pessoas, ainda quando precisam recorrer ao Poder Público.

O senhor Manoel, aposentado, chama atenção. Um homem de 73 anos, caucasiano, média estatura, duas filhas que são deficientes mentais, e sua esposa. Tanto ele quanto a esposa contam com experiência na lavoura, no trabalho no campo desde muitos jovens. Manoel diz ter passado fome e se revolta ao definir seu histórico de carência ao jornalista.

“Em casa, três pessoas da família são dependentes de remédios caros e contínuos, os quais alguns obtemos através do CAPS e que são para minhas filhas. Um ou outro indivíduo nos fornece cestas básicas. Apenas remédios, gastamos mais de 350 reais. Com aluguel, 610 reais. Tudo já é quase meu benefício de aposentadoria, de um salário mínimo”.

Estas famílias já requisitaram ou tentaram ser atendidas pela Assistência Social municipal, porém sem respostas concretas ou formais. “Procuramos! Como é impossível ficarmos nos locomovendo a todo o momento (sem transporte), então nem sempre somos atendidos”, declara Eliana.

Manoel compartilha do mesmo infortúnio. Em mãos, apresenta um requerimento redigido pela Secretaria municipal de Assistência Social de São José do Rio Pardo. O idoso solicita cestas básicas e remédios há um ano conforme registrado no documento oficial.

“Eles não me atendem (Prefeitura) de jeito nenhum, já mostrei várias vezes este papel e já fui até eles várias vezes, implorando e de joelhos. Foi um funcionário do fórum que me orientou a ir à Prefeitura elaborar este requerimento.”, acrescentou.

Inicia-se uma jornada, uma trajetória, porque o senhor de 73 anos, sem o que comer em um dia qualquer, percorre quilômetros para achar alguém que doe um pacote de arroz, de feijão, para sobreviver. Faça chuva, sol ou na escuridão daquela via de terra e sem postes de luzes, de matos e árvores às margens; ele vai! Assim descreve.

O Ministério do Desenvolvimento Social estima que, em São José do Rio Pardo, 3.481 mil grupos familiares tenham renda mensal de meio salário mínimo. Há 1.881 que recebem o Bolsa Família, mais de 3 mil estão cadastrados no programa e 1.416 famílias estariam em extrema miséria sem o Bolsa Família. Dados que incorporam tanto o perfil de Dona Marinalva, como o de Eliana e de Manoel.

Andréa Modolo, assistente Social do Tribunal de Justiça da Comarca da cidade, em entrevista ao Jornal Agora Rio Pardo no ano de 2018, alega a inexistência de projetos sociais e ações afirmativas para diminuir o número de famílias em situação de pobreza.

Dona Marinalva, com o Bolsa Família, recebe 120 reais, o que, segundo ela, é o necessário só para comprar o gás. Já Eliana está sem receber por causa de uma questão de endereço de onde mora, valor que possibilitava o pagamento de uma conta de energia. “Vira e mexe o pagamento da força está atrasado, e a CPFL corta.”, menciona. A residência de Dona Marinalva e de Eliana têm certas similaridades. Os telhados das casas de Marinalva e Eliana não são forrados, quando chove muito forte, a água escorre pelas paredes e inunda o chão cimentado.

“À noite, quando chove forte, é uma luta. Já pus um plástico sobre o teto para que a água não desça, porém é questão de horas para que o plástico não aguente e a água escorra. Não é comigo, sinto pelos meus netos.”, ressalta Marinalva.

Dona Alíria, mãe de Eliana, chora ao pensar que a filha e os netos estão neste estado. Quer que a filha saía desta condição o mais rápido possível. “Não aguento mais. Não queria que fosse assim. Ora é a água, é a força, é o alimento! Não queria que ela vivesse desta forma”.

Alíria, de 56 anos, exerce sua profissão de fé e acredita que um futuro melhor deva surgir em breve para a filha e outras famílias carentes esquecidas pelo Governo, pelas organizações sociais, pelo Brasil, e que só servem de estatísticas para fins políticos.

Eu sou seu Jornalista de sempre, Gabriel Fécchio!

Sacrifício: literatura de um cavalo abandonado

Antigo e passado, os conteúdos literários são assim, é o texto sobre “Os Brasileiros de o Pica-Pau”, o qual eu havia escrito. Por mensagem, agradeci Bruno Paulino, o vídeo dele e dos amigos tem mais de 8 milhões de vistos!

Os rituais Ashvamedha são primitivos como os séculos que antecedem a era cristã. Asvamedha sacrificava cavalos. No século XXI, só se sacrifica um cavalo se sua pata estiver quebrada ou se o animal possuir uma doença terminal. 

Inicia-se, 24 de novembro:

Cavalo

Foi, neste sábado, sacrificado. No Conjunto Habitacional II, em Mococa. A publicação de sua morte foi divulgada com tristeza. Informações em redes sociais nem sempre são verídicas, talvez verossímeis, mas é bom verificar. Com o espírito da raposa – astuto, sagaz, possuído pela curiosidade, encontrei André Santos, o protetor de animais, autor da publicação.

André: –  Recebemos um pedido de ajuda na Cohab II. Havia um cavalo com a pata quebrada, e há dois dias estava agonizando.

Os moradores contaram a André – fizeram uma função dita de “Mapa do Maroto”: mostre o caminho; o equino viera de outro bairro. Ao túmulo temporário de um cavalo composto pelo estado de desidratação e debilitado, debaixo de um céu nublado, chegava o ativista, e não só. A médica veterinária, Natália Fávero, acompanhava André. “A única solução era deixar com que o animal descansasse, acabando assim com seu sofrimento”. Não suportasse outra alternativa adequada. 

André: – Todas as pessoas presentes observaram o meu esforço, e desespero. Não tinha nada a se fazer para salvar ele (cavalo). Ficamos arrasados!

André explicava a mim, este jornalista, tal qual Gabriel Fécchio, que animais de grande porte surgem perambulando, e, suspeitei que houvesse mais, porque já se falavam pelos espaços da cidade de Mococa que até porcos andavam pelas ruas. De fato, o fato se aplica a realidade! André se surpreendeu pelo abandono e mau-trato do, hoje, defunto. Confessa nunca ter atendido uma ocorrência como essa. Junto com a Associação Francisco de Assis, o protetor de animais ajuda cães e gatos.

Gabriel: – André, você fala que os animais de grande porte aparecem, têm sido natural ou  eles fugiram?

André: – Alguns casos, fugiram, o que nos preocupa é a frequência, não sabemos se estes animais foram descartados, nunca conseguimos localizar o dono para notificar.

Afinal, a prefeitura deveras “agir, procurar pelos donos e notificar”. Órgãos públicos são dotados de poder equivalente de efeito. O cavalo morreu. O caso será apresentado à polícia ambiental. Foi, neste sábado, sacrificado.

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Os Brasileiros de o Pica-Pau: “Vamos às Cataratas de Nova Rezende”

Cenário chuvoso em Petúnia, distrito de Nova Rezende, em 19 de novembro. Nunca foi tão real a afirmação: “Dia gostoso para se estar deitado”. Entretanto, a labuta é um martírio de todos, pelo menos, em uma ocasião de monotonia até em horas de trabalho, emerge, assim, o lado criativo pessoal. Pensar que minha avó já dizia que mente vazia, condomínio do diabo, embora os personagens desta história literária jornalística acabaram por reverter a significação desta frase que inclui o pai da mentira.

Bruno Paulino, frentista em um posto de combustível em Petúnia, transformou um momento de simples excitação temporal e climática em uma cena, com traços individuais e realísticos, igual àquela do episódio do Pica-Pau: Vamos às Cataratas. Aqueles que tivessem participado da produção audiovisual nem sequer compareceriam às cataratas do Niágara, apenas apresentaram um simulacro do acontecido, de 1956, de o Pica-Pau.  

Eu, o jornalista Gabriel Fécchio, haveria de receber o vídeo em meu celular através de uma amiga.

Inicia-se, 20 de novembro:

Gabriel: – Ana Paula, este pessoal que está no vídeo é de Mococa?

Ana Paula: – Não!

Então, vamos até a fonte. Era fácil, nasceu no Facebook. Um compartilhamento, logo, os responsáveis pela criação estariam em um perfil longínquo de mim. Entre os cinco participantes, escolhi o perfil de Bruno. Não demorou para que me respondesse; um homem bastante educado e carismático.

Gabriel: – Bruno, de onde surgiu a criatividade para se fazer o vídeo?

Bruno: – Foi algo instantâneo. Estávamos no serviço, todos de capa amarela – eu, o Regis Alves, Renato Prass, Elaine Magalhães e o Benjamin; com um Baril, mais a chuva e o movimento parado do bairro, e alguém mencionou os personagens de o Pica-Pau. 

Em “Vamos às Cataratas”, Pica-Pau tenta descer o Niágara em um barril, porém é impedido pelo guarda responsável pela área, que desliza as grandes cachoeiras enganado pelo pássaro. No episódio de Bruno, as cataratas eram as águas que escorriam em contato ao meio-fio, e o barril não carregava ninguém. Bruno diz que tinha um candidato.

Gabriel: – Em o Pica-Pau, tinha o guarda para se opor ao ato do pássaro, e no caso de vocês?

Bruno: – Tinha sim, o Alan Parrudo, mas a água não deu conta de tocar.

Ironicamente, tão irônico como a conversa entre mim e o Bruno, foi a reação de todos eles quando o vídeo se tornou sucesso. São milhões de visualizações em alguns dias. E eles acham engraçado e estão felizes. Para mim, já são mais de horas acordado para fazer este texto e pesquisar além do fato. De forma teórica, as Cataratas norte-americanas atraem muitos turistas, e a última vez que uma pessoa desceu em queda livre foi em 1990.  As leis proíbem; é ilegal. O brasileiro consegue mais. É legal, criativo, foi lá no município de Nova Rezende, Minas Gerais.

A fórmula é – criatividade, cinco brasileiros, capas amarelas, um barril e muita, mais muita chuva. Observe, São Pedro se enraiveceu pois a água transbordava a calçada. “Bruno descreve que os efeitos especiais foram cedidos por São Pedro“. Aliás, época do ano que chove demais em Petúnia. Em São José do Rio Pardo também tem chovido. Pouco, mais choveu. 

Pensamento: Fiquei preocupado. Minha mãe pediu para retirar os aparelhos da tomada.

Falava com Bruno pelo Facebook; se trovoava, não poderia desligar o computador nesse instante.  Tudo começou com a chuva, porque terminar agora?! Bruno, Elaine, Regis Alves, Renato Prass, Elaine Magalhães e o Benjamin confirmam a mesma ideia, um novo vídeo em breve. Talvez, faça jus estas palavras – precisaria iniciar este novo texto – Os brasileiros das cataratas de Pica-Pau, e isso tudo ocorre “Quando a pessoa assiste muito Pica-Pau.”

Eu sou seu jornalista de sempre, Gabriel Fécchio! 

“A pista está abandonada. Já pedimos ajuda e não fizeram nada.”, descreve Skatista rio-pardense

Marco Janciauskas é skatista, com boné revirado, a atitude underground, estudante e rio-pardense.

As características revolucionárias de Marco não são soberanas a sua habilidade com o skate. Foi no Skate que o adolescente, de 17 anos, se revoltou com o serviço público abandonado pela Prefeitura de São José do Rio Pardo – ainda que este jornalista não tenha chegado ao ponto-chave, a leitura se refere, além das queixas de Marco e também seus colegas, à Pista de Skate localizada atrás do Departamento de Esporte e Cultura.

Prometi ao garoto que dividiríamos esta reportagem em três partes – logo, a primeira conversa foi promissora!

Inicia-se, 6 de novembro:

Gabriel: – Marco, fale sobre a pista?

Resposta que perturba e revela um rosto mais sério:

Marco: – Bom, sempre está suja e cheia de buracos. Os skatistas já tentaram tampar, porém, para cada buraco tampado, dois aparecem no lugar.

Embora o rapaz estivesse mais agitado com a possibilidade de expor pensamentos daquilo que cerceava o lazer próprio, não poupou esforços para mencionar que os amigos fizeram de tudo para melhorar o ambiente nas imediações do centro esportivo. No passado, reclamava alguns munícipes, não havia iluminação adequada para circulação de skatistas no período noturno no espaço. Hoje, segundo Marco, o poste de luz colocado não é o suficiente; em um tom mais moderado:

– Gabriel, é uma luz bem fraca que fica apagando do nada. A gente (Marco e amigos) chega às 15 e consegue ficar até as 17:30, porque anoitece e não podemos andar  por não enxergar os obstáculos na pista.

A história que interessa a um repórter; prosseguimos e – neste momento, o diálogo passava da realidade para o virtual (Whatsapp); nenhum adolescente quer ser impedido de ser livre, os jovens, como de costume após o cair da noite, se dirigem à praça da Matriz – lá tem lâmpadas por todos os lados. Mas há um impasse, o padre os proibiu de utilizar a passarela de entrada da igreja para realizar manobras radicais.

Marco: – “O padre justifica que estamos quebrando o piso da matriz, mas não é isso, não somos nós.” 

Assim, quando eu e Marco Janciauskas ainda discutíamos – ora, já eram 4 da madrugada e, com mais uma pergunta, era notório que o sono se consolidava mais presente. Então, lembrei ao adolescente que iria continuar este assunto através de uma segunda reportagem – nossa, as informações são avassaladoras. Então,  desenvolvendo a questão pelos ínfimos barulhos dos botões do teclado, resolvi: – E aí, Marco, sabe datar quanto tempo a pista não é reformada? 

Marco: – Não. Já solicitamos, mas nunca vieram.

Em alguns minutos, acredito ter obtido a entrevista e o relatório possíveis, o Whatsapp decretou o personagem da tela oposta em modo offline. Marco dormiu. Eu, quase. Pensava no texto, e, agora, para pensar em comunicar e procurar o motivo e a resolução dada pelos órgãos públicos. Alguém terá que bater o martelo! 

Eu sou seu jornalista de sempre, Gabriel Fécchio! 

Prestes a sair da circular, então a queda. “Bati a cabeça, quebrei meu óculos e precisarei fazer exames”, afirma Ana Carolina

O Jornalista Gabriel Fécchio entrevistou Ana Carolina Miguel, que sofreu acidente após sair do ônibus circular em São José do Rio Pardo. O anúncio foi dado pela irmã, Ana Laura Miguel, através do Facebook, nessa quinta, 25, dia do acontecido.
 
A queda custou à Ana Carolina pontos próximos às sobrancelhas. Ela explica que, antes de desembarcar no bairro Vale do Redentor, esperava por uma senhora, que estava à frente.
 
“Assim que a senhora desceu, eu desci os degraus. Na hora que fui pisar na calçada, o motorista saiu andando.”
 
Ana Carolina destaca que foi socorrida por um homem e uma mulher no local e levada até em casa. A irmã, em seu perfil oficial, menciona que Ana Carolina foi atendida no Pronto Socorro municipal.
 
Quanto ao ocorrido, a moça declara ter procurado a empresa Tuga para esclarecimentos. “O motorista disse que não viu porque estava subindo gente. Sei que ele estava sozinho, sem o cobrador.”
 
“Meu óculos quebrou, bati minha cabeça, e vou precisar fazer exames. A empresa tem providenciado os suportes, remédios, curativos.”, afirma Ana Carolina Miguel.