Carência em Família – A história de famílias rio-pardenses em extrema pobreza

Imparciup

Vidas Secas, de Graciliano Ramos, retrata minuciosamente a miséria enraizada nas áreas mais castigadas do Sertão. Na obra, a família sertaneja – um homem, sua esposa, dois filhos e o cachorro – se vê obrigada a buscar uma perspectiva mais acessível e adequada de vida em relação àquela na qual se encontra para se distanciar dos percalços vividos por inúmeras famílias de forma deplorável, sem acesso ao alimento, à moradia digna, frutos do descaso social e do Poder Público.

Este aspecto e esta identidade mencionados são sinônimos para milhares de rio-pardenses. Nem sempre um pai presente, às vezes laços familiares em que a mãe é a única representante e organizadora das necessidades básicas de dentro do lar, ou uma avó, assim como Dona Marinalva, de 54 anos, que convive e abriga seis netos. Dona Marinalva permitiu que sua história fosse veiculada.

Moradora do Jardim São Bento, bairro aos fundos…

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No Meu Bule Não!

Uma Julieta Moderna

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Depois do episódio em que uma fazenda certificada pela Starbucks é flagrada utilizando trabalho escravo, em agosto desse ano, uma nova campanha está mobilizando a internet. A hashtag “No Meu Bule Não” alerta para a situação que coloca em risco 450 famílias do Quilombo Campo Grande, em Minas Gerais.

Desde 1998, a Fazenda Ariadnópolis é disputada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que espera que essas terras sejam destinadas para a reforma agrária.

Em 2011, foi requerida pela massa falida da companhia agropecuária “Irmãos Azevedo” (Capia) a “Ação Reintegratória de Posse nº 0024.11.188.917-6”, que ficou parada durante 5 anos, até que foi homologado o plano de recuperação judicial de Capia, em 2016. A partir daí os interesses do barão do café, João Faria da Silva entram em jogo. A minuta da massa falida dos Irmãos Azevedo incluía o arrendamento de 3.195 hectares da Fazenda Ariadnópolis para a Jodil…

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