Participantes do Forró cobram por retorno do evento nos fundos do DEC. Promessa de adequação do espaço aconteceu há dois anos, pelo atual prefeito

O Wikipédia descreve o forró como um ritmo musical e uma dança que teve origem no Nordeste do Brasil, bastante popular em épocas de festas juninas, aliás, neste mês. Em São José do Rio Pardo, o forró quase sempre é executado o ano inteiro e frequentado principalmente pela terceira idade. Entretanto, o local sediado não tem animado participantes há dois anos.

A população tem cobrado o poder Executivo e Legislativo para reimplantar o forró nos fundos do DEC – Departamento de Esporte e Cultura, que graças ao impedimento do Corpo de Bombeiros há dois anos, não pôde mais realizar o evento. Zildo Delmondes, o Zildão, vereador pelo PSB, diz ter sido cobrado recentemente: “populares têm me pedido que alguma providência seja tomada para que o forró retorne ao Tartaruguinha.”

Hoje, o forró acontece aos domingos, das 18h00 às 22h00, no clube do Vasco, localizado próximo ao DEC, na avenida Euclides da Cunha. “No Vasco, é pouco espaçoso, sem ventilação e ainda aquele piso não é apropriado para dança. O atual prefeito, quando se tornou candidato, subiu até um palanque e nos prometeu que faria uma reforma no tartaruguinha para que o ambiente estivesse adequado às exigências do Corpo de Bombeiros. Ele nos deu 90 dias de espera, já se passaram muitos outros dias.”, afirma o senhor José, o Zezão, integrante do Centro Integrado da Terceira Idade de São José.

Iury Feres Abrão, Presidente-Diretor do Departamento de Esporte e Cultura, explica ao jornalista Gabriel Fécchio sobre a necessidade de averiguação e autorização por parte do Corpo de Bombeiros para organizar qualquer evento no tartaruguinha. “Para se fazer o forró, nós dependemos do AVCB – ‘Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros’, como um alvará de funcionamento. É este AVCB que deve garantir a segurança dos que estejam em atividade de Forró. Porém, devemos atender o exigido pelo Bombeiros, como portas de incêndio, portas de pânico, para receber este AVCB.”, explica Iury.

Maria Aparecida Fidelis, de 69 anos, vai às festas de forró no Vasco e comenta que dentre algumas das reclamações a falta de lugares no local para se acomodar ou sentar preocupa a maioria dos idosos visitantes. “Eu prefiro os dois lugares, Tartaruguinha ou Vasco, mas no tartaruguinha, como existem aquelas arquibancadas, acabava por acomodar o maior número de pessoas. E outra coisa, foi uma promessa feita pelo prefeito.”, relata.

Iury destaca que o DEC já deu entrada nos papéis e entrega de documentos, junto à Caixa Econômica Federal, para solicitação do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, já na semana passada. Quanto às adequações do espaço, o Diretor de Esportes declara que já foi destinada uma verba de aproximadamente 268 mil reais, 250 mil reais advindos de emenda parlamentar do Governo Federal, e 18 mil reais, oferecidos pelo DEC, que serão usados para modernização de todo o ginásio de esportes.

“Também será enviada à Câmara de Vereadores, para o uso desta verba, a abertura de crédito adicional. Começamos a obra, que por ser uma obra externa não deve demorar mais de 30 ou 40 dias. O projeto incluirá acessibilidade e segurança para todos, desde deficientes físicos a idosos. O maior problema é a questão do período eleitoral, se nós não conseguirmos agilizar a documentação até no início de julho, a obra só será iniciada após o término das eleições.”, revela Iury.

Auto de Vistoria Contra Incêndios

Conforme o site oficial do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo, “O A.V.C.B é um documento emitido certificando que, durante a vistoria, a edificação possuía as condições de segurança contra incêndio (É um conjunto de medidas estruturais, técnicas e organizacionais integradas para garantir a edificação um nível ótimo de proteção no segmento de segurança contra incêndios e pânico.).” 

O auto de vistoria é exigido em casos como reformas, mudanças, ampliação de áreas, regularização de área de risco e construções provisórias. Residências familiares não são obrigadas a terem o documento de autorização de uso.

Gabriel H. S. Fécchio – Jornalista
MTB: 0085536/SP
Graduado em Comunicação Social: Jornalismo pelo UNIFAE – Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino – FAE

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