O Prédio ainda está lá: O Elefante Branco

Construções inacabadas são fáceis de serem identificadas. A fórmula é simples: uma obra em local acessível que já deveria estar pronta e ultrapassou o tempo limite de entrega. Elas são encontradas em todos os ambientes, como um município, estado, país; sendo públicas ou privadas, de interesse público ou não. Se for paga com dinheiro privado, não é da conta de ninguém, mas com o dinheiro público, o fato ganha proporções maiores.

Um caso antigo voltou a ser propagandeado em São José do Rio Pardo, trata-se do prédio abandonado da FEUC, aos fundos do bairro Jardim Aeroporto. Esquecido há mais de 4 anos, o campus começou a ser projetado no mandato do prefeito João Luis Cunha e era responsabilidade do próximo prefeito de finalizar o processo. João Luis se foi e a obra também. João Santurbano, ex-prefeito, preferiu se preocupar, na época, com outros problemas, como por exemplo, transformar “problemas” em enfeites. Até que a construção serviu para um objetivo: ocupar espaço.

Um vídeo antigo no Facebook mostra o descaso. Rafael Kocian, hoje vereador, fez imagens do patrimônio publico, que está destruído, em condições deploráveis e que os materiais foram lá colocados pela atual administração da FEUC. Os responsáveis se pronunciaram pelo caso afirmando que aquele material era inservível e que já havia pedido à prefeitura que colocasse monitores para cuidar do local. Pergunta: por que colocar um material sem uso e inservível em um local que está abandonado há anos? Não havia outro espaço? Justamente lá foi posto. Uma nova polêmica envolvendo o centro acadêmico se originou. Sem muitas informações, o conteúdo do vídeo se torna subjetivo, sensacional, fazendo com que órgãos já mencionados atirem a responsabilidade um para outro. Olha, eu não fiz nada, sou inocente! Dizem que a corda estoura no lado mais fraco, com certeza, não são estes, e sim, o povo rio-pardense.

Comumente, na comunicação, quando há esse tipo de sensacionalismo, cria-se uma realidade de dúvida e busca por respostas. Como a sociedade mais assimila o que vê e pouco procura por fontes reais de derivação da informação, as intenções dos envolvidos  em apresentar os fatos – o prédio da FEUC – acabam se tornando uma forma de tirar proveito ou isenção da situação. Cada um apresenta seu discurso de defesa, no qual alguns fingem não saber o que se passa e outros fingem estar sendo prejudicados. É melhor tirar o meu da reta antes! É o mesmo com esse prédio inabitado, o tal do Elefante branco da FEUC, ele se parece com a informação sensacional: sem vida, sem conteúdo, sem utilidade, tentando atrair o público, e que enquanto não for concluída, preenchida, servirá para criar discussões e discussões generalizadas sobre o assunto, porém nenhuma atitude por parte de quem tem que agir realmente. A proposta agora é esperar que Ernani, atual prefeito, termine de vez a obra, senão esta cidade vai se tornar árvore de natal de tanto enfeite por aí, porque, sinceramente, não é só a FEUC que está nesse mesmo dilema.

Gabriel H. S. Fécchio – Jornalista
MTB: 0085536/SP
Graduado em Comunicação Social: Jornalismo pelo UNIFAE – Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino – FAE

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