Criticar e Solucionar: a pergunta que não quer calar

Deslizar a ponta do dedo pelo Facebook, através do celular, revela a intimidade e os pensamentos alheios dos indivíduos online: postar fotos de animais, do lanche da tarde, criar e discutir ideias. Criticar é uma atividade expressiva no Facebook, principalmente críticas a um determinado modelo de organização político-social. Há críticas ao modelo político rio-pardense atuante.

Fabrício de Souza publicava, no dia 18 de fevereiro, em seu perfil: “Em sua opinião, o que faria São José do Rio Pardo voltar a crescer?”. A pergunta repercutiu nessa terça-feira e obteve muitos comentários, que definiam a opinião pública quanto ao desenvolvimento da cidade. “Melhorias na gestão política” e “Geração de empregos” são as principais atitudes que devem ser tomadas para que São José volte a crescer.

Quando se pensa em melhorias na gestão política, a forma como prefeito e vereadores se organizam e propõem leis têm impacto nas mudanças sociais. Não há como negar que alguns projetos de lei oferecidos e aprovados favoreceram o município. Porém, falhas continuam e prevalecem no momento de fazer uma avaliação do serviço prestado pelos “escolhidos do povo”. Como na fala do Capitão América, no livro Guerra Civil: “Um tijolo de cada vez”, nem tudo pode ser resolvido de uma vez, mas algumas coisas são urgentes, né?!

 E lembrar que – não compreenda como defesa partidária – o ano de 2017, no pós-eleição, foi conturbado: uma acirrada competição de três votos, uma dívida pública exorbitante insistente e uma crise na área do serviço público que retirou direitos e impôs novas obrigações aos servidores. A população reclama e declara que áreas como a saúde estão piorando. Em um caso antigo noticiado, os médicos do sistema de saúde recebiam mais e trabalhavam menos. Se analisar por esta situação, havia a necessidade de corrigir essa anomalia através da nova gestão política. Resultado: muitos médicos descontinuaram, e, por esta perspectiva, a saúde perdeu. Quem está errado, os governantes ou os médicos? Se a crença de que diminuir gastos pra que haja melhorias está errada, imagine tirar dinheiro sem que haja aviso prévio – o nome disso é corrupção.

O quesito “Gerar empregos” é discutível. São José tem 57 mil habitantes, pequena e interiorana. O comércio de roupas e eletrodomésticos expandiu, surgindo, sempre, novas oportunidades de emprego. Hoje, as lojas de roupas, sapatos, de artigos pra casa, mesa e banho dominam o centro urbano. As indústrias parecem ignorar a “A morada de Euclides”. O fato é que os incentivos pra que uma indústria se instale aqui são mínimos – e não é só pela obra de tratamento de esgoto não finalizado, pois têm indústrias que não precisam do rio pra produzir; outras, como a Nestlé, já necessitam e dependem do rio. Como só o setor de roupas – vendas, não produção – tem gerado empregos, às vezes, é necessário como pré-requisito ter experiência na área, daí, a reclamação de não estar empregado também – Os ingressantes no mercado de trabalho não possuem experiência, difícil é começar a trabalhar.

Transportação de matérias-primas e produtos necessita de boas estradas – as estradas rio-pardenses não suportam grandes descargas, outro impedimento pra instalação de indústrias. As duas estradas que ligam São José-Mococa, impossível. A que liga São José-São Sebastião precisa de renovação, talvez a inserção de vias duplas. Com certeza, a de acesso à Tapiratiba pode ser considerada uma boa estrada. Um projeto na SP-350, rumo à Tapiratiba, e na SP-207, rumo à Mococa, foi iniciado essa semana, sendo que a previsão era pra janeiro – Computador velho demora pra carregar e mostrar serviços, isso é comum no meio político.

Enquanto se espera pelas estradas e pela obra de esgoto, São José não vai ter novas indústrias e empresas, nem novas ofertas de empregos. Existem soluções? Existem. Boa gestão política vai gerar boas resoluções para a sociedade, incluindo melhorias em educação, saúde, transporte, meio físico, social e cultural. Uma boa gestão vai atrair oportunidades, e empregos serão gerados. Uma atitude puxa a outra.

Se no Facebook os indivíduos estão insatisfeitos, significa que há poucas resoluções, contudo, em uma rede social, mesmo com as críticas, podem ser encontradas boas soluções para aquilo que falta em São José do Rio Pardo, basta saber em que lugar colocar e deslizar o dedo.  Esta aí algo que serve como lição para a nova visão política que é exercida em São José.

Por: Gabriel Fécchio – Jornalista
MTB: 0085536/SP

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